segunda-feira, 29 de abril de 2013

PREDITORES DE ABANDONO EM PSICOTERAPIA

        Para inicio da temporada de 2013 o Clube de Revista teve como tema os preditores de abandono da psicoterapia. O encontro foi marcado pela discussão de dois artigos de autores locais, Preditores de Abandono em Psicoterapia de Stefano Caberlon do Instituto Fernando Pessoa em Porto Alegre/RS; e Abandono de tratamento psicoterápico: implicações para a prática clínica de Silvia P. C. Benetti e Tatiane R. S. Cunha da Unisinos em São Leopoldo/RS.
         O debate iniciou com a apresentação de pontos importantes dos artigos, mas foi apenas um estímulo para a participação de grupo como um todo. De forma acalorada, com toques de humor os preditores saíram do papel e foram tomando corpo do entendimento da prática clínica, tanto que acabamos até passando do horário. Conversando com algumas pessoas após o encontro fiquei feliz de saber que o tema gerou idéias para novas pesquisas! Que o Clube de Revista continue sendo fonte de inspiração!
         Os pontos de maior discussão foram os indicadores que devem ser foco de atenção neste tema:      
- Aspectos Sócio Demográficos:
Nas pesquisas aparecem, com frequência,  o nível socioeconômico e escolaridade baixos, pessoas jovens e solteiras, pessoas pertencentes à grupos minoritários e a distancia do local de atendimento como fatores relevantes para o abandono da terapia.
- Características Pessoais e Clínicas dos Pacientes:
As questões com maior incidência de abandono foram: Transtornos de personalidade em geral, com maior incidência especificamente para Tr. Personalidade Borderline. Tratamentos monoterápicos (no texto foram considerados tratamentos monoterápicos os que não tinham a combinação psicoterapia e tratamento medicamentoso, mas poderíamos estender esta discussão para tratamentos de técnicas únicas em comparação com técnicas integradas?). Pacientes com histórico de rompimentos, não só de abandono de tratamento, mas sim de abandonos e rompimentos em sua vida pessoal.
- Aspectos do Tratamento:
Dentre as pesquisas analisadas nos artigos, os aspectos do tratamento que mais demandam cuidado são, aliança terapêutica frágil ou problemática, falta de informação quanto ao processo terapêutico (psicoeducação e contrato). Em pesquisas de satisfação os clientes apontaram que o tipo de interação paciente-terapeuta é mais importante do que a técnica; e também a oportunidade de expressar sua queixa é considerada mair importante que aspectos de melhora.   
- Aspectos Institucionais:
Fatores a serem observados com atenção nas situações institucionais são o tempo de espera do momento da solicitação até receber o atendimento, a experiencia do terapeuta e a torca de terapeuta quando este encerra o tempo de formação.
         Em ambos artigos pontua-se a necessidade de existirem maiores estudos sobre a questão dos preditores de abandono, posto que são muitas variáveis para levar-se em conta.
         Com relação aos dados existentes, discutiu-se a importância de serem levados em conta na prática clínica, para abordar a questão da adesão na psicoterapia de forma científica e deixar de utilizar avaliações de senso comum.

         Nos vemos no próximo encontro então! Fiquem atentos ao blog para o anúncio do tema!
                              Para quem quiser ler na íntegra os textos disponíveis neste blog!

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